sábado, 11 de junho de 2011

LIBRAS - FRASES

INCLUSÃO SOCIAL - ATIVIDADES

 


Para aqueles professores que começaram a trabalhar com crianças com necessidades especiais e não sabem quais atividades ajudaram essas crianças. Segue uma dica muito legal:

TAPETE COM TEXTURA: IREMOS TRABALHAR A COORDENAÇÃO MOTORA DA CRIANÇA TRABALHANDO COM OS MEMBROS INFERIORES - PERNAS-PÉS, PARA AJUDAR A MELHORAR A SENSIBILIDADE DA CRIANÇA.PARA ISSO UTILIZAREMOS TEXTURAS PARA EXPLORAR O TATO.

COMO JÁ HAVIA COMENTADO ANTERIORMENTE, TENHO UMA FILHA ESPECIAL, ONDE PARTICIPO JUNTO COM ELA EM TODAS AS SUAS TERAPIAS E LÁ APRENDO MUITA COISA INTERESSANTE, NÃO SÓ PARA AJUDAR A MINHA PRINCESINHA ,MAS GOSTARIA DE PASSAR O QUE SEI PARA AJUDAR TAMBÉM VOCÊ PROFESSOR QUE INICIOU NA INCLUSÃO SOCIAL , E PARTIR DE AGORA DAREI TODAS AS DICAS E IDÉIAS PARA AJUDÁ-LOS.

VAMOS MONTAR UM TAPETE DE TEXTURAS PASSO A PASSO

MATERIAL NECESSÁRIO:

02 CAIXAS GRANDES DE PAPELÃO
COLA QUENTE
TESOURA
DUREX COLORIDO
06 PAPEL COLOR SET DIVERSAS CORES
03 PAPEL KRAFT
FITA CREPE
CANETA PERMANENTE VERMELHA

PARA TEXTURAS:
01 LIXAS
PENAS COLORIDAS
ALGODÃO
BARBANTES
01 PAPEL ONDULADO
CAIXA VAZIA DE MAÇAS
01 PAPEL CELOFANE

MONTAGEM DO TAPETE DE TEXTURA

1 ETAPA:

ABRIR UMA CAIXA GRANDE DE PAPELÃO PARA SER A BASE. NO MEU CASO UTILIZEI UMA CAIXA GRANDE DE TV. UM LADO DA CAIXA FIZ O TAPETE E DO OUTRO LADO CORTEI OS QUADRADOS PARA MONTAR AS TEXTURAS.

DEPOIS ENCAPAR A CAIXA COM PAPEL KRAFT.



2 ETAPA:

COM O OUTRO LADO DA CAIXA RECORTAR 06 QUADRADOS E ENCAPAR COM PAPEL COLOR SET . ESTES QUADRADOS SERÃO A BASE PARA AS 06 TEXTURAS DIFERENTES.



3 ETAPA:

DEPOIS DE ENCAPADOS OS 06 QUADRADOS IREMOS COLOCAR O DUREX COLORIDO EM VOLTA PARA DAR UM ACABAMENTO BACANA.

PASSAR COLA QUENTE E IR COLANDO AS TEXTURAS UMA EM CADA QUADRADO CONFORME FOTO ABAIXO:




1 - ALGODÃO
2 - CELOFANE
3- BARBANTES
4 - LIXAS
5 - PAPEL ONDULADO
6 - CAIXA DE MAÇA

4 ETAPA


DEPOIS DE COLOCAR TODAS AS TEXTURAS NOS QUADRADOS , IR INTERCALANDO NO TAPETE E COLANDO DEIXANDO UM DO LADO DO OUTRO E PRONTO . ESTE TAPETE PODERÁ SER UTILIZADO TANTO PARA CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS- INCLUSÃO SOCIAL COMO TAMBÉM PARA OS ALUNOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL.



COMO USAR O TAPETE:

COLOQUE O TAPETE NO CHÃO. AJUDE A CRIANÇA TIRAR O SAPATO E MEIA, E SEGURE A CRIANÇA PARA DAR PASSOS EM CIMA DO TAPETE, PASSE O PEZINHO DELA EM CADA TEXTURA E PERGUNTE QUAL A SENSAÇÃO , PARA CRIANÇAS QUE TEM SENSIBILIDADE , NO INICIO IRÁ FICAR COM RECEIO DE COLOCAR O PEZINHO, DEPOIS IRÁ ACOSTUMANDO. FAZER O MESMO PROCEDIMENTO COM OS OUTROS ALUNOS QUE ANDAM TRABALHANDO COM O TATO.


DICA: PODEMOS FAZER OUTRAS TEXTURAS DIFERENTES: FEIJÃO, MILHO, ESPONJA.

O QUE VOCÊ ACHOU DESTA DICA, DEIXE SUA OPINIÃO.

Dicas: Alunos Especiais em Sala de Aula

Dicas: Alunos Especiais em Sala de Aula

Cuidados diferentes para cada deficiência


Na educação inclusiva não se espera que a pessoa com deficiência se adapte à escola, mas que esta se transforme de forma a possibilitar a inserção daquela. Para isso, algumas orientações são úteis. As que estão a seguir mesclam informações do kit Escola Viva, criado pelo MEC em conjunto com a associação Sorri Brasil, com indicações elaboradas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Vale lembrar que os serviços de apoio não substituem o professor da escola regular.

Dicas e Sugestões – Deficiência Auditiva

Não se esqueça, sempre fale de frente!
 
A escola precisa providenciar um instrutor para a criança que não conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras), mas cujos pais tenham optado pelo uso dessa forma de comunicação. Esse profissional deve estar disponível para ensinar os professores e as demais crianças. O ideal é ter também fonoaudiólogos disponíveis.
Dicas:

1- Consiga junto ao médico do estudante informações sobre o funcionamento e a potência do aparelho auditivo que ele usa.
2- Garanta que ele possa ver, do lugar onde estiver sentado, seus lábios. Ou seja, nunca fale de costas para a classe.
3- Solicite que o estudante repita suas instruções para se certificar de que a proposta foi compreendida.
4- Use representações gráficas para introduzir conceitos novos.
5- Oriente o restante da classe a falar sempre de frente para o deficiente.

Dicas e Sugestões – Deficiência Visual

Como trabalhar com alunos com Deficiência Visual?

Material específico
A escola deve solicitar à mantenedora o material didático necessário — regletes (régua para escrever em braille) e soroban —, além da presença de um profissional para ensinar a criança cega, os colegas e os professores a ler e escrever em braille. O deficiente deve contar com tratamento oftalmológico e receber, na rede ou em instituições especializadas, instruções sobre mobilidade e locomoção nas ruas. Deve também conhecer e aprender a utilizar ferramentas de comunicação, como sintetizadores de voz que possibilitam ao cego escrever e ler via computador. Em termos de acessibilidade, o ideal é colocar cercados no chão, abaixo dos extintores de incêndio, e instalar corrimão nas escadas.
Dicas:
1- Pergunte ao aluno e à família quais são as possibilidades e necessidades dele.
2- A melhor maneira de guiar o cego é oferecer-lhe o braço flexionado, de forma que ele possa segurá-lo pelo cotovelo.
3- Descreva os ambientes com detalhes e não mude os móveis de lugar com freqüência. Os recursos didáticos aconselhados são: lupa, livro falado e materiais desportivos como bola de guizo.
4- Busque na turma colegas dispostos a ajudá-lo.
5- Substitua explicações com gestos por atividades em que o deficiente se movimente. Por exemplo: forme uma roda com a criançada para explicar o movimento de translação da Terra.

Dicas e Sugestões – Baixa Visão

- Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso).
- Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham para o vazio. Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão).
- Ajude-o a desenvolver comportamentos e habilidades para participar de brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de socialização e inclusão.
- Oriente o uso de contraste claro e escuro entre os objetos e seu fundo.
- Estimule o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e encoraje-o a tocar nos objetos enquanto olha.
- Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar fadiga.
- Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando-o sempre ao progresso.
- Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos.
- Oriente o estudante a procurar recursos como o computador pois, ele se cansará menos e aumentará sua independência.· Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que vêem.
- Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.
- Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após algum tempo.
- Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto com os outros sentidos.
- Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos familiares. Peça-lhes para descrever o que vê.
- Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.
 
IMPORTANTE: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão para que ela não se canse ou se machuque. Ela deve ser responsável pelas próprias ações.

NÃO ÓPTICOS PARA BAIXA VISÃO
 
Os recursos não ópticos são aqueles que melhoram a função visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das condições ambientais ou posturais para a realização das tarefas (podem ser efetuados pelo professor). Os meios para que se consiga esta melhora são:
 
- Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o tamanho da imagem percebida (ou seja, deixe a criança aproximar o objeto do rosto ou aproximar-se para observar algo, como por exemplo, a lousa ou a TV);
- Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido.
 
CARACTERÍSTICAS DE MATERIAL IMPRESSO PARA BAIXA VISÃO
 
- Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem);
- Uso de maiúsculas;
- Usar o tipo (letra) Arial;
- Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada);
- Usar entrelinhas e espaços;
- Cor do papel e tinta (contraste).
 
FORMAS DE AMPLIAÇÃO
 
- Fotocopiadora;
- Computador;
- Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como tamanho, espaços regulares, contraste, clareza e uniformidade dos caracteres.

MATERIAIS
 
- Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta;
- Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas;
- Suporte para livros;
- Guia para leitura;
- Luminária com braços ajustáveis.
 
OUTRA DICAS INPORTANTES
  • Nos CAPES pode ser encontrado o caderno com pauta ampliada (mais larga) para alunos com baixa visão; mas também pode ser confeccionado utilizando o próprio caderno do aluno riscando com uma caneta hidrocor preta uma linha sim, outra não. Como normalmente os cadernos encontrados hoje em dia as linhas são claras, não haverá problema pois, normalmente o aluno não consegue enxergar as linhas mais clara somente as mais escuras e ele poderá escrever no espaço entre elas (no caso utilizando 2 linhas).
  • Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; como não encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se encadernar um maço de sulfite, colocar uma capa e traçar as linhas, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do aluno. As mães costumam colaborar quando orientadas neste sentido.
  • Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora, pode-se utilizar de letras móveis em papel para que o aluno cole as letras, formando palavras, ao invés de escrever.
  • Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno, pode-se utilizar um suporte para leitura encontrado em casas que trabalham com artigos para deficientes visuais. Pode ainda ser confeccionado ou ser utilizados livros, como suporte, embaixo do caderno para que este possa ficar mais elevado.
  • O professor pode ainda confeccionar uma grade para facilitar a escrita do aluno com baixa visão. Pode ser utilizado uma lâmina de radiografia, como na foto, do tamanho da folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou ainda em papel cartão com cores que contrastem com o fundo branco da folha do caderno. Para a leitura pode ser confeccionado no mesmo modelo, uma guia para leitura utilizando-se somente uma linha vazada e à medida que o aluno vai lendo a guia vai sendo deslocada para a linha de baixo, o que evita que ele se perca durante a leitura.
  • O professor também pode se utilizar dos encartes que contém figuras grandes para trabalhar com o aluno com baixa visão para reconhecimento dos produtos e palavras conhecidas bem como com rótulos de embalagens que são utilizados em seu dia-a-dia. A medida que ele vai aprendendo a ver começará a identificar figuras cada vez menores. O aluno pode recortar o produto que identificou visualmente e nomeá-lo. Posteriormente pode colocar as figuras em ordem alfabética criando um livrinho.
  • Pode-se ainda trabalhar com jogos pedagógicos.
IMPORTANTE: Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso). O professor deverá identificar o tamanho de letra que a criança consegue enxergar para realizar as atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar as tarefas. O professor deve estar atento pois este pode ser um dos motivos pela falta de interesse e indisciplina do aluno. Se perceber que o aluno apresenta dificuldade em enxergar peça aos pais para que leve-o ao oftalmologista.

Dicas e Sugestões – Deficiência Física

Como trabalhar com crianças com Deficiência Física? Adapte os espaços!
 
Toda escola precisa eliminar as barreiras arquitetônicas, mesmo que não tenha jovens com deficiências matriculados. As adaptações do edifício incluem: rampas de acesso, instalação de barras de apoio e alargamento das portas. No caso de haver deficientes físicos nas classes, a modelagem do mobiliário deve levar em conta as características deles.

Entre os materiais de apoio pedagógico necessários estão pranchas ou presilhas para prender o papel na carteira, suporte para lápis, computadores que funcionam por contato na tela e outros recursos tecnológicos.
 

Dicas:

1- Pergunte ao aluno e à família que tipo de ajuda ele precisa, se toma medicamentos, se tem horário específico para ir ao banheiro, se tem crises e que procedimento adotar se isso ocorrer.
2- Aqueles que andam em cadeira de rodas precisam mudar constantemente de posição para evitar cansaço e desconforto.
3- Informe-se sobre a postura adequada do aluno, tanto em pé quanto sentado, e garanta que ele não fuja dela.
4- Se necessário, fixe as folhas de papel na carteira usando fita adesiva. Os lápis podem ser engrossados com esparadrapo para auxiliá-lo na escrita, caso ele tenha pouca força muscular.
5- Ouça com paciência quem tem comprometimento da fala e não termine as frases por ele.

Dicas e Sugestões – Deficiência Mental

Deficiência Mental – Tarefas individuais
 
Geralmente os deficientes mentais têm dificuldade para operar as idéias de forma abstrata. Como não há um perfil único, é necessário um acompanhamento individual e contínuo, tanto da família como do corpo médico. As deficiências não podem ser medidas e definidas genericamente. Há que levar em conta a situação atual da pessoa, ou seja, a condição que resulta da interação entre as características do indivíduo e as do ambiente. Informe-se sobre as especificidades e os instrumentos adequados para fazer com que o jovem encontre na escola um ambiente agradável, sem discriminação e capaz de proporcionar um aprendizado efetivo, tanto do ponto de vista educativo quanto do social.


 
Dicas:
1- Posicione o aluno nas primeiras carteiras, de forma que você possa estar sempre atento a ele.
2- Estimule o desenvolvimento de habilidades interpessoais e ensine-o a pedir instruções e solicitar ajuda.
3- Trate-o de acordo com a faixa etária.
 

Utilizando um quebra-cabeça 
 

Fazemos muitas deduções quando executamos um quebra-cabeça porque já montamos um anteriormente. Isto quer dizer que muitas pessoas que ensinam o manuseio deste brinquedo ou tipos semelhantes às crianças, ensinam erradamente. Não é efetivo espalharmos o quebra-cabeça quando o tiramos da caixa, com as peças todas separadas na frente da criança, ou colocar talvez algumas peças juntas e esperar que ela termine a montagem.
 
Comece de outro jeito e as coisas ficam diferentes!
 
1. Monte você mesmo o quebra-cabeça e converse acerca dele.
2. Tire uma de suas peças.
3. Faça com que a criança reponha a peça. Ela terminou? Diga-lhe que isso é um sucesso alcançado!
4. Tire outra peça, ou talvez a primeira que removeu e mais uma.
5. Faça com que a criança complete o jogo. Ela teve sucesso mais uma vez!
6. Repita a ação com outras peças.
 
Esta técnica, chamada encadeamento é muito útil quando é importante evitar o fracasso. Simplesmente, comece do fim e dê uma marcha ré. Isso é muito bom para qualquer brinquedo seqüencial: um quebra-cabeça, um ábaco, jogos de construção e muitos outros.
 

E no que diz respeito ao estímulo? 
 

Quando alguma coisa nova for feita, elogie.
 
Quando uma habilidade antiga for usada, fique apenas contente.
 
À medida que uma habilidade nova se torna antiga, reduza o elogio pouco a pouco.
 
Lembre-se sempre de manifestar o maior prazer quando aparecer uma habilidade nova – muito elogio, um abraço, um doce.
 
Este seu estímulo ficará associado à tarefa. Com o tempo a tarefa será executada, mesmo com você ausente, devido a este estímulo lembrado. Então, embora talvez com alguns poucos brinquedos, você verá a criança brincar. Não será mais uma “tarefa” para nenhum de vocês dois

Inclusão escolar - Um sonho ou realidade ?

Inclusão escolar - Um sonho ou realidade ?


Eis a palavra que vinga, hoje, no meio educacional:

Inclusão.

Antes de tudo, é melhor que se defina o que significa Inclusão Escolar.

Uma escola pode ser considerada inclusiva, quando não faz distinção entre seres humanos, não seleciona ou diferencia com base em julgamentos de valores como “perfeitos e não perfeitos”, “normais e anormais”.

É aquela que proporciona uma educação voltada para todos, de forma que qualquer aluno que dela faça parte, independente deste ser ou não portador de necessidades especiais, tenha condição de conhecer, aprender, viver e ser, num ambiente livre de preconceitos que estimule suas potencialidades e a formação de uma consciência crítica.

Inclusão não pode significar adequação ou normatização, tendo em vista um encaixar de alunos numa maioria considerada “privilegiada”, mas uma conduta que possibilitasse o “fazer parte”, um conviver que respeitasse as diferenças e não tentasse anulá-las.

A escola inclusiva deve ser aberta, eficiente, democrática, solidária e, com certeza, sua prática traz vários benefícios que serão abordados em um próximo artigo.

A escola inclusiva é aquela, como dito anteriormente, que se organiza para atender alunos não apenas ditos “normais”, mas também os portadores de deficiências, a começar por seu próprio espaço físico e acomodações. Salas de aula, bibliotecas, pátio, banheiros, corredores e outros ambientes são elaborados e adaptados em função de todos os alunos e não apenas daqueles ditos normais. Possui, por exemplo, cadeiras com braços de madeira tanto para destros quanto para canhotos, livros em braile ou gravados em fita cassete, corrimãos com apoio de madeira ou metal, rampas nos diferentes acessos de entrada e saída e assim por diante.

Mas, o principal pré-requisito não reside nos recursos materiais, já difíceis de serem obtidos por todos os estabelecimentos de ensino. O principal suporte está centrado na filosofia da escola, na existência de uma equipe multidisciplinar eficiente e no preparo e na metodologia do corpo docente.

E é aqui que começo a me questionar sobre o que é real e o que pode ser quase utópico, mediante a realidade de nosso sistema educacional.

Como professora e gestalt-terapeuta, não posso deixar de pensar em como é difícil ao ser humano experenciar a inclusão em um relacionamento com outra pessoa dita “normal”e “perfeita”.

Como já é difícil para o homem estar em contato, ser capaz de pular para o outro lado, não ser só empático, mas estar presente e confirmar o outro, suspendendo seus preconceitos, permanecendo aberto para a fenomenologia de outro ser, sem que haja qualquer diferença visível ou manifestação de necessidades especiais... O que dirá quando estas estiverem realmente presentes? Como conseguir falar e conversar com a alma de outro ser e não só com a sua cabeça?

Se realizar a inclusão como forma de relacionamento e de diálogo em situações habituais já é um grande desafio, o que poderemos pensar sobre “ensinar inclusivamente”? É como se quiséssemos colher os frutos sem antes cuidar da terra, escolher cuidadosamente a semente, respeitando as estações e o tempo certo.

A Inclusão Escolar só pode ser viável enquanto fruto e não como terra ou arado. Ela só poderá acontecer realmente quando aquele que tem a função de plantar, ou seja, o professor e toda a equipe que faz parte do funcionamento da escola, desde a direção até o servente, mudarem sua atitude em relação ao lidar com a diferença, aceitando-a, estabelecendo novas formas de relação, de afetividade, de escuta e de compreensão, suspendendo juízos de valores que abarcam pena, repulsa e descrença.

Está nosso sistema educacional preparado para acolher a diferença em suas salas de aula?

Penso no predomínio de uma atitude sócio-econômica individualista, no relacionamento conflitante entre escola e família, nos atritos que marcam a comunicação entre professor, pais e o aluno, com tanta dificuldade, hoje, em gostar de aprender, bem como de lidar com a hierarquia e com a colocação de limites. E tudo isso acontece na escola não inclusiva, com alunos ditos “normais”.

Como acolher o aluno com necessidades especiais se não se consegue lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?

A Inclusão Escolar depende antes de tudo de um reconhecimento humilde por parte da Escola e da Sociedade, da qual aquela faz parte, da necessidade de se educarem a si mesmas para lidar com a diferença, antes de criarem técnicas, estratégias ou métodos.

Quando reflito sobre a Inclusão Escolar, dois sentimentos se apropriam de mim: o receio de como esta será conduzida e a preocupação com um equilíbrio filosófico que lhe dê suporte.

Sou contra atitudes extremas e radicais, por serem elas disfuncionais. A meta tem que se basear num enfoque equilibrado, onde, de um lado, não se alimente a segregação do aluno com necessidades especiais, colocando-o em uma sala distanciada, e de outro, não se queira incluí-lo na classe regular, passando por cima de suas características e do que precisa em relação tanto ao espaço físico como de atendimento profissional especializado e multidisciplinar.

Somos seres em relação e só crescemos em relação. Assim sendo, o equilíbrio para mim reside, antes de tudo, em permitir que o aluno portador de necessidades especiais possa interagir com os demais e vice-versa, e que ambos aprendam a lidar com as diferenças, não para anulá-las, mas para poder usá-las como fonte de contato verdadeiro e de amadurecimento mútuo.

Como ensinar crianças com deficiência mental a brincar

Como ensinar crianças com deficiência mental a brincar


Através do brincar, a criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas e seu raciocínio criativo. Está comprovado que a criança que não tem grandes oportunidades de brincar, e com quem os pais raramente brincam, sofre bloqueios e rupturas em seus processos mentais.
As crianças sem deficiência mental brincam espontaneamente, ou aprendem rapidamente através de imitação. Elas tentam todos os tipos de brincadeiras novas por curiosidade. As crianças deficientes, que têm um menor grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo, também aprendem por imitação, contudo, freqüentemente necessitam ligeira ajuda para torná-las mais inquisitivas.
Já as crianças com maior grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo necessitam que lhes ensinem muita coisa e nesses casos a imitação quase não funciona. É necessário ensinar a tarefa em si e mostrar que o processo é divertido.
Atividades para crianças com deficiência mental
É importante dividir qualquer tarefa em etapas gradativas, tão pequenas quanto for necessário. Por exemplo, começar por um jogo simples, colocando uma bola pequena numa xícara. Comece com o Auxílio Mínimo até o Auxílio Máximo, siga a lista abaixo até obter uma resposta.
Auxílio Mínimo
1. Instrução verbal
Com a bola dentro da xícara apenas fale: “pegue a bola.”
2. Fala e gesto
Com a bola dentro da xícara fale: “pegue a bola” e aponte para a xícara.
3. Orientação
Retire a bola da xícara e guie a criança até ela, ao falar “pegue a bola”.
Auxilio Máximo
Com base na atividade mencionada anteriormente, faça um seguimento completo: segure a mão da criança, feche seus dedos ao redor da bola, posicione sua mão sobre a xícara e faça-a soltar a bola.
Você pode repetir a atividade de tirar e colocar a bola na xícara para trabalhar a percepção da criança
E no que diz respeito ao estímulo?
  1. Quando alguma coisa nova for feita, elogie.
  2. Quando uma habilidade antiga for usada, fique apenas contente.
  3. À medida que uma habilidade nova se torna antiga, reduza o elogio pouco a pouco.
  4. Lembre-se sempre de manifestar o maior prazer quando aparecer uma habilidade nova – muito elogio, um abraço, um doce.
Este seu estímulo ficará associado à tarefa. Com o tempo a tarefa será executada, mesmo com você ausente, devido a este estímulo lembrado. Então, embora talvez com alguns poucos brinquedos, você verá a criança brincar. Não será mais uma “tarefa” para nenhum de vocês dois.
Uma técnica especial é particularmente útil a ensinar a brincar. Baseia-se na idéia de sucesso completo em cada etapa. Um bom exemplo é usar um quebra-cabeça.
Utilizando um quebra-cabeça
Fazemos muitas deduções quando executamos um quebra-cabeça porque já montamos um anteriormente. Isto quer dizer que muitas pessoas que ensinam o manuseio deste brinquedo ou tipos semelhantes às crianças, ensinam erradamente. Não é efetivo espalharmos o quebra-cabeça quando o tiramos da caixa, com as peças todas separadas na frente da criança, ou colocar talvez algumas peças juntas e esperar que ela termine a montagem.
Veja a coisa através dos olhos da criança com deficiência mental. Ela não sabe o que está fazendo, se ele colocar uma peça no lugar, a coisa toda parece que ficou igual e ainda incompleta. O resultado é frustração.
Comece de outro jeito e as coisas ficam diferentes!
1. Monte você mesmo o quebra-cabeça e converse acerca dele.
2. Tire uma de suas peças.
3. Faça com que a criança reponha a peça. Ela terminou? Diga-lhe que isso é um sucesso alcançado!
4. Tire outra peça, ou talvez a primeira que removeu e mais uma.
5. Faça com que a criança complete o jogo. Ela teve sucesso mais uma vez!
6. Repita a ação com outras peças.
Esta técnica, chamada encadeamento é muito útil quando é importante evitar o fracasso. Simplesmente, comece do fim e dê uma marcha ré. Isso é muito bom para qualquer brinquedo seqüencial: um quebra-cabeça, um ábaco, jogos de construção e muitos outros.
Atenção: problemas poderão ocorrer quando não houver contato de olhos (com você ou com o brinquedo): quando a criança adormece, tem conduta destrutiva ou agressiva. Devemos evitar acomodações, perda de iniciativa ou tendência ao isolamento.
A deficiência lúdica do deficiente mental decorre de vários fatores:
Baixa capacidade de atenção.
  • Instabilidade psicomotora.
  • Tendência a repetição estereotipada dos mesmos jogos.
  • Ausência de iniciativa.
  • Dificuldades motoras.
  • Dificuldade para ater-se às regras.
  • Fragilidade às frustrações.
Na brincadeira a criança deve respeitar as regras, submeter-se à disciplina, participar de equipes, aprender a ganhar e a perder. É um treino para a vida. A diferença é que a criança com deficiência mental tem que ser ensinada a jogar porque dificilmente vai começar espontaneamente. As regras do jogo têm que ser bem explicadas, com poucas palavras e de forma bem clara. Precisará de apoio para conformar-se a perder, ou a ganhar, sem ufanar-se muito, a respeitar as regras e a controlar-se.
Fonte: Derek Blackburn (Londres)| traduzido por Nylse Cunha,
diretora do Instituto Indianópolis e fundadora da 1ª Brinquedoteca Brasileira.
Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis,
com informações do blog de Elizabet Salgado, psicopedagoga e fonoaudióloga.

Irará 169 anos



História


     O município de lrará fazia parte da Capitania de Todos os Santos, na sesmaria de Garcia D' Á vila, suas terras foram exploradas pelos
padre
s Jesuítas que chegaram pelo norte, pelo atual município de
Água Fria. Duas correntes fa
voreceram o desbravamento dessa
região
, uma na direção Oeste, pela serra de Irará (na busca de ouro e
pedras prec
iosas) e outra ao leste, na caça ao gentio. Estas
bandeiras deixaram um
a igreja na Vila de Bento Simões e um
templo no arraial da Caroba. Em meados de 1717 se registram as
primeira
s explorações das terras no centro do atual município, onde Antonio Homem da Fonseca Correia edificou uma capela sob
o orago de Nossa Senhora da Purif
icação, oferencendo-a a seu
filho
, o padre, ao lado do templo, foi erguida uma casa fazenda, dando início ao povoado de Irará, tendo como primeiros habitantes os índios Paiaiás. Em 27 de maio de 1842, pela lei Provincial 173, foi criada a Vila da Purificação dos Campos. Em 8 de agosto de
1895 a Vila da Purifi
cão foi elevada a categoria de cidade com o
nome de Irará pela lei E
stadual n'' 100. O nome Irará tem origem
indígena e
significa "nascido da luz do dia". A palavra Irará, vem de
"ARAR
A" uma espécie de formiga que aparece sempre depois de uma trovoada e os índios brincavam com elas. Inicialmente o
município tinha uma câmara de vereadores e era administrado pelo
seu presidente
. A partir de 1890 Irará passou a ser administrado por
intenden
tes, sendo o primeiro Pedro Nogueira Portela até 1893. Entre o período de 1930 a 1947 foi administrada por interventores,
Elpídio Nogueira foi o primeiro deles
. O município só passou a ser
go
vernado por Prefeitos a partir de 1948 com a indicação do Sr. Elísio dos Reis Santana para assumir o cargo.
Sua 'população estimada é de 27.492 habitantes, conforme o censo
de 
201O.

Vegetação

A vegetação predominante é tabuleiro e caatinga
.
Hidrografia


O município é banhado pelos rios Seco e Parmirim e é limitado ao
norte com Água Fria; ao sul, Coração de Maria; ao leste,                                       
Ouriçangas . ao oeste Santanópolis; ao sudeste Pedo.                                                    

Como vias de acesso é ligado à capital do estado pelas BA-08via
Coração de Maria e a BA-504 via Alagoinhas, bem como Iraà Feira de Santana via Santanópolis.
Economia
Com produção agrícola de farinha de mandioca, feijão, milho, castanha de caju e outros.
Turismo
Feira da mandioca onde ocorre anualmente um concurso com as maiores mandiocas, há também novidades sobre produtos agrícolas, maquinario, beijus e outras receitas com base na mandioca, além de novidades da Embrapa sobre produção agricola.
Festejos juninos com blocos, destaque para os Blocos Jeguerê e Pé de Mula e show's na praça principal.
A tradicional Lavagem da Purificação é uma festa popular de livre religiosidade, cuja tradição é mantida pelos iraraenses desde o
s
éculo passado. Acontece sempre na sexta-feira que precede o 2 de
fe
vereiro, dia da Padroeira da cidade, N. SI"' da Purificação dos Campos.
Iraraenses famosos
Tom Zé, cantor e compositor; Dida, goleiro pentacampeão;
Emídio Brasileiro, escritor, orador espírita, advogado, professor universitário, pesquisador;
Gigi, músico, baixista de Ivete Sangalo, compositor e arranjador;
Fernando Sant'
anna, Engenheiro, Político, também importante quadro do PCB Baiano, foi Deputado Federal por algumas vezes, tendo sido também Deputado Federal Constituinte;
Diógenes de Almeida Campos, filho de Aristeu Nogueira Campos e Odete de Almeida Campos, é um naturalista brasileiro, glogo e paleontólogo , membro da Academia Brasileira de Ciências, Diretor do Museu de Ciências da Terra (DNPM) no Rio de Janeiro e
a
utor de dezenas de artigos científicos (publicações nacionais e internacionais). Destaca-se nas pesquisas de Vertebrados.

  Vera Felicidade A.Campos,pisicoterapeuta,criadora da Pisicoterapia Gestalista exposta em seus 8 livros;Edson barbosa,presidente da linck e socio desde 1997,mais 30 anos de experiência profissional. Especialista na coordenação de projetos de marketing empresarial e político, atuou como consultor  de empresários, líderes políticos e administradores no Brasil e no exterior. Eleito o Publicitário do Ano no XIV Prêmio Colunistas Norte/Nordes;João Santa,Ex ministro da Integração Nacional,já foi asecretario de Infra Estrutura  Hidrica No Ministério da Integração.Também atuou como secretário de serviços Público e de saúde na Bahia.
João Martins,artista plástico e poeta,nas suas exposições,as duas artes (pintura acrílica,sobre tela e poesia)são apresentadas lado a lado.Foi um dos artistas plásticos baianos que representou o Brasil no XII Festival Latino americano que aconteceu em Milão.